ATP 1000

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    Goffin vence e chega a semi em Miami.
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    Belga vence jogo e avança para semi no Master 1000 de Miami.
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    Goffin lembra ataques terrostas ao seu país após a vitória.

Semifinalista em Miami, Goffin lembra ataques na Bélgica: "Foi um choque"

Após vitória nas quartas, belga disse que se assustou com terrorismo em seu país
Por: João Teixeira - 31/03/2016 08:10:37

Os atentados da última semana acontecidos em Bruxelas, com mais de 30 mortos e 250 feridos no Aeroporto Internacional de Zaventem e na estação de metrô Maelbeek, mexeram também com o único belga remanescente na chave do Masters 1000 de Miami. David Goffin, 15º do ranking, venceu nesta última quarta-feira o francês Gilles Simon por 2 sets a 1, e se garantiu na semifinal do torneio, repetindo a campanha que teve em Indian Wells há duas semanas. O tenista lamentou o terrorismo acontecido em seu país e disse que tenta tirar nas próprias atuações forças para seguir em frente.

Sim, claro. Na Bélgica o momento é terrível pelo que aconteceu na última semana. Acompanhei as notícias daqui e foi difícil ver os vídeos. Nós temos que seguir em frente, temos que continuar a trabalhar, continuar a jogar tênis. Não há nada mais que eu possa fazer (...) Quando você vê cada loja, cada área que você conhece perfeitamente, como o aeroporto... Eu peguei tantos voos lá. Quando você vê o vídeo é muito impressionante de ver que tudo foi completamente destruído. É claro que a família ficou completamente chocada. Eu recebi diversas ligações durante a noite. Foi um choque. Também fiquei chocado com o que aconteceu na Bélgica e é claro que a minha família ficou chocada. Eles me contaram o que aconteceu assim que acordei - disse.

Os ataques em Bruxelas aconteceram na manhã de terça-feira, dia 22, quando Goffin já estava em Miami para a disputa do torneio. Apesar dos acontecimentos, ele garante que tem orgulho de ter nascido em seu país e que, mesmo com o foco no tênis, segue com os pensamentos voltados para a Bélgica e torce para que as pessoas competentes consigam resolver a situação difícil em que o local se encontra.

- Eu sempre fui orgulhoso de ser belga. É claro que aqui nesta semana eu continuo orgulhoso de ser belga depois do que aconteceu em Bruxelas. Mas eu acho que há pessoas na Bélgica e políticos que sabem como gerenciar esse momento difícil. Eu, pessoalmente, não tenho muito o que fazer. Só posso seguir jogando tênis. É claro que meus pensamentos estão com os belgas e pessoas lá. Eu só preciso manter o foco no que tenho que fazer e seguir adiante como estou fazendo - comentou o tenista.

Depois de ter chegado à final da Copa Davis em 2015 com o time belga e ficar com o vice na competição, o jogador de 25 anos terá a oportunidade de defender o país pela segunda vez nas Olimpíadas, no Rio de Janeiro. Goffin explicou que o sentimento de atuar defendendo as cores de sua bandeira o motivam ainda mais e espera poder ter uma boa participação nos Jogos de 2016.

- É claro, eu fico muito orgulhoso de poder representar o meu país. Seja na Copa Davis ou nas Olimpíadas, eu me orgulho muito de estar com o time da Bélgica. São coisas bem diferentes quando você está jogando pelo seu país ou pelos seus amigos na Copa Davis. É sempre diferente porque durante todo o ano você está sozinho na quadra, jogando por si mesmo. É um sentimento muito bom quando você vê todos os torcedores belgas por trás de você, seus amigos, seu staff, toda a equipe te dando apoio. É um sentimento muito bom. Talvez seja por isso que tantos jogadores querem atuar nas Olimpíadas ou na Copa Davis, de ter esse algo a mais que não tem durante os torneios da ATP. Então, sim, eu espero poder ir bem lá - explicou.

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