Premier

  • Crédito: BNP Paribas Open/Indian Wells

    Vesnina possa com o belo troféu conquistado em Indian Wells.

Vesnina: "ainda não posso acreditar"

Russa sai de derrota, na primeira rodada do qualifying, em 2016, para o título em 2017
Por: Redação - 21/03/2017 15:08:49
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Vai levar algum tempo para a russa Elena Vesnina parar de sorrir. A tenista de 30 anos, nascida em Sochi, conquistou o título mais importante de sua carreira neste domingo, ao vencer a compatriota Svetlana Kuznetsova, por 6/7 (6), 7/5 e 6/4 e ganhou o BNP Paribas Open Premier de Indian Wells. Foi um momento mágico para a veterana russa, que no início da semana recordou a sua primeira vez em Indian Wells, aos 16 anos de idade, e que foi também a sua primeira vez nos Estados Unidos.

"Eu não entrei na qualificação", lembrou Vesnina. "Mas quando eu cheguei aqui, eu olhei para fora, eu estava tipo, 'Oh, meu Deus, eu quero morar aqui', eu fiquei na casa de uma senhora muito boa em sua casa, ela tinha dois carros, um era conversível, tinha um jardim com laranjas. Tudo estava tão bonito aqui".

No início da temporada passada, Vesnina caiu do top 100 e perdeu na primeira rodada de qualificação para Julia Boserup. Um ano depois, ela não pode acreditar que estava com o troféu nas mãos. Foram 12 meses incríveis para Vesnina, que fez a final de Charleston, semifinais de Wimbledon, ganhou ouro olímpico em duplas, e as finais da WTA Finals com Ekaterina Makarova. E nesta segunda-feira ela assumiu a 13ª posição do ranking mundial e a 6ª na corrida por Cingapura.

No caminho para o maior título de sua carreira, Vesnina eliminou a atual número um do mundo, Angelique Kerber, Venus Williams, uma das melhores jogadoras deste início de temporada, a francesa Kristina Mladenovic e uma ressurgente Kuznetsova.

Vesnina é uma jogadora amada no vestiário e ela será uma lembrança de que sua sorte pode mudar de uma semana para outra, ano após ano, e que para muitas jogadoras, o seu melhor ainda está por vir.

"O tênis é incrível, posso dizer", disse Vesnina. "Eu acho que o meu exemplo é o um tipo para auto-ajuda, bom para atrair novos e positivas vibrações para todas as outras garotas no tour, que pensam: 'Oh, meu Deus, este é o fim do mundo, final de minha carreira, perdi a primeira na rodada do qualifying, o que pode ser pior do que isso? Portanto, você pode se reerguer e voltar".

"E agora aqui eu ganhei o título, e isso soa como um milagre para todos, para vocês, para mim, para, eu acho, todas as garotas lá fora. Acho que ninguém poderia afirmar, no início do torneio, que eu poderia ganhar este título. Eu também, eu não poderia acreditar nisso", finalizou a russa.

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