Davis Cup

  • Crédito: GettyImages Sport

    Suíço e sérvio são dois dos nomes mais desejados pelos organizadores do evento.

Federer e Djokovic têm futuro incerto na Davis

Suíço e sérvio não veem seu futuro no circuito cruzando com a Copa Davis
Por: Redação - 10/10/2018 16:49:22
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Um dos principais argumentos para a reformulação da Copa Davis era a ausência dos maiores nomes do circuito na competição. No entanto, o mesmo problema começa a se desenhar para a edição inaugural da nova Copa Davis, em 2019, com a recusa de Roger Federer e Novak Djokovic a se comprometer com a competição, mesmo com a proposta de um convite da ITF.

As movimentações para tentar atrair os atletas de elite do tênis começou com o controverso convite para a Grã-Bretanha e para a Argentina para a decisão da competição, em novembro, permitindo que duas novas nações fossem selecionadas para os playoffs em fevereiro.

Foi divulgado, inclusive, que essas duas nações convidadas seriam a Suíça e a Sérvia, pelo menos até Federer e Djokovic deixarem incerta sua participação na competição, juntando-se ao protesto do jovem Alexander Zverev.

“Eu não jogarei a Copa Davis em novembro. Após o ATP Finals eu não quero mais jogar tênis, acho que todos os jogadores do topo do ranking concordam comigo”, disse o alemão.

“Nós temos apenas um mês e meio de pré-temporada, e isso corresponde ao fim de novembro e dezembro inteiro. Fazer um torneio no fim de novembro é loucura. No final do ano estamos todos exaustos. Nós, líderes do ranking, tivemos debates, conversamos com a ATP diversas maneiras de tornar o circuito mais curto e não mais longo”.

“Eu não jogarei e garanto a todos que não serei o único a assumir esse posicionamento”, sentenciou o atual número 5 do ranking.

Seria desastroso para a ITF se a edição inaugural das Finais da Copa Davis não contasse com diversos dos líderes do esporte. Uma das principais propostas do novo formato, aprovado em um contrato de 25 anos com a empresa Kosmos, era tornar a competição mais atrativa para jogadores como Roger Federer, que não disputa a Davis desde 2015.

“O que mais debatemos é a necessidade de termos os melhores jogadores jogando com mais frequência”, disse David Haggerty, presidente da ITF, na época do lançamento da proposta, em março.

Vale também lembrar que a Copa Davis terá um concorrente de peso a partir de 2020, apenas pouco mais de um mês após as finais da competição. Idealizada pela ATP, a nova Copa do Mundo de Nações deverá ter sua edição inaugural em janeiro de 2020, servindo como preparo para o Australian Open, um agravante que pode colocar em xeque o futuro da centenária Copa Davis.

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