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    Suíço já se prepara para a disputa do ATP Finals.

Federer fala sobre futuro em entrevista emocionante

Suíço, que jogará o ATP Finals na próxima semana, abriu seu coração em conversa com jornal britânico
Por: Redação - 07/11/2018 19:00:44
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Aos 37 anos de idade, o suíço Roger Federer já foi muito mais longe do que as previsões mais otimistas poderiam sugerir. Às vésperas de disputar mais uma vez o ATP Finals, a 16ª vez para ser exato, o suíço abriu seu coração em uma entrevista interessante com o The Times.

“O tênis é a minha paixão e vou continuar a jogar o maior tempo possível, porque eu realmente amo isso”, afirmou Federer, quando indagado sobre até onde iria sua carreira como tenista profissional.

“A única coisa que importa para mim nesta vida é ter a companhia de minha esposa e meus filhos, além de seguir no tênis. Se eu puder ganhar mais torneios, será incrível, caso contrário, tudo ficará bem da mesma forma”, afirmou o suíço, que não leva os problemas do escritório para casa. “Quando sou eliminado, preciso deixar rapidamente para trás o resultado, pois não quero que meus filhos pensem que estou bravo porque perdi”.

Em um dos pontos mais emocionantes da conversa, Federer filosofou sobre um dos maiores pontos negativos do tênis como esporte: a solidão do atleta que o pratica. “Nos melhores momentos de nossas carreiras estamos sozinhos e não temos ninguém para abraçar. Você aperta a mão do juiz de cadeira e, nesse momento, você pensa: 'Eu gostaria de poder ter alguém ao meu lado'. Não há aquela catarse como no futebol, em que você está com seus companheiros de equipe, há apenas um aplauso educado”.

Por fim, o número 3 do mundo falou sobre o que pensa da premiação no circuito, dando uma ênfase especial aos jogadores de torneios menores e os que perdem nas rodadas iniciais dos maiores.

"Os jogadores recebem apenas 8% da receita total, não quero dizer que o prêmio de 2 milhões para o vencedor seja pequeno, mas talvez os perdedores de primeira rodada devessem receber mais. Eu também gostaria que os Slams participassem da pensão dos jogadores. O valor oferecido pela ATP é muito baixo e muitos jogadores poderiam se beneficiar”, pontuou.

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